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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Co - achella - chilo

E o californiano Coachella liberou seu line-up. Um dos maiores festivais de música do mundo, rivalizando com o britânico Glastonbury, já trouxe medalhões como Madonna e Björk (foto ao lado), mas dessa vez, as maiores atrações são... Fatboy Slim? Roger Waters? Jack Johnson? Portishead? Bonde do Rolê?

Bem, não é de se matar para correr até a Califórnia e se "esbaldar", até porque muitas das atrações já vieram para cá. Fatboy Slim está sempre por aqui. Sasha & Digweed também. Roger Waters já veio e não tem muito de novo pra mostrar, né merrrrmo ("Breathe... Breathe in the air" *bocejo*)? Jack Johnson, tá... Kraftwerk: dinossáurico. Danny Tenaglia e Mark Ronson já vieram a São Paulo realizar sets em clubes (The Week e Royal, respectivamente). E, finalizando, Hot Chip e Spank Rock - que praticamente acabaram de se apresentar no Brasil, no TIM Festival - não chamam muito, apesar do Hot Chip lançar o novo álbum Made In The Dark agora em fevereiro.

O que me chamou a atenção foram: Chromeo, Calvin Harris, Duffy, Cafe Tacuba, Simian, Mobile Disco, Justice e Sia (cujo último CD - Some People Have Real Problems - é uma delícia). Que venha o Glastonbury, então.

Ah, o line-up completo do festival é esse abaixo. E o site do Coachella é este.

Sexta, 25 de abril: Jack Johnson, The Verve, Raconteurs, The Breeders, Fatboy Slim, Tegan and Sara, Madness, The Swell Season, The National, Animal Collective, Slightly Stoopid, Mum, Sharon Jones & the Dap Kings, Stars, Battles, Aesop Rock, Midnight Juggernauts, Does it Offend you, Yeah?, Minus the Bear, Spank Rock, dan le sac Vs Scroobius Pip, Diplo, Adam Freeland, Santo Gold, Jens Lekman, John Butler Trio, Vampire Weekend, Dan Deacon, Architecture in Helsinki, Sandra Collins, Busy P, Cut Copy, Black Lips, Datarock, Professor Murder, Reverend and the Makers, The Bees, Porter, Rogue Wave, Modeselektor, American Bang, Lucky I Am.

Sábado, 26 de abril: Portishead, Kraftwerk, Death Cab for Cutie, Cafe Tacuba, Sasha & Digweed, Rilo Kiley, Dwight Yoakam, M.I.A., Hot Chip, Cold War Kids, Stephen Malkmus & the Jicks, DeVotchKa, Flogging Molly, Mark Ronson, Turbonegro, Scars on Broadway, Islands, Enter Shikari, Calvin Harris, Boyz Noize, Junkie XL, Cinematic Orchestra, Jamie T, The Teenagers, VHS or Beta, Carbon/silicon, Erol Alkan, Yo Majesty!, Little Brother, Bonde Do Role, St. Vincent, Akron Family, MGMT, Institubes DJs (Surkin, Para One and Orgasmic), James Zabiela, Sebastian, Kavinsky, Dredg, The Bird and the Bee, Grand Ole Party, New Young Pony Club, 120 Days, Yoav, Electric Touch, Uffie

Domingo, 27 de abril: Roger Waters (“Dark Side of the Moon”), Love & Rockets, My Morning Jacket, Spiritualized, Justice, Gogol Bordello, Chromeo, The Streets, Metric, Danny Tenaglia, Simian, Mobile Disco, Booka Shade, Murs, Dmitri from Paris, Autolux, The Field, Linton Kwesi Johnson, Les Savy Fav, The Cool Kids, Sons & Daughters, Sia, Holy Fuck, Black Kids, Black Mountain, The Annuals, Kid Sister w/A-Trak, Man Man, Duffy, I'm from Barcelona, Manchester Orchestra, Deadmau5, The Horrors, Austin TV, Shout Out Louds, Plastiscines, Brett Dennen

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Tempos bons, tempos ruins

Não sei se você ficou sabendo, mas os integrantes da segunda melhor banda de todos os tempos fizeram um show ontem, em Londres, depois de 20 anos separados. Deu um arrepio, aqui.

"With a band like this, you will go down as fast as a lead zeppelin"

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A gente sempre precisa de amor

Um desejo quase infantil me move a assistir musicais. É aquela vontade de acreditar que as pessoas podem realmente estar andando na rua mau-humorados com suas pastas executivas e de repente começar a cantar canções em uníssono, rodopiar e dançar coreografias extremamente complexas como se isso fosse o caminho natural da vida. É inocente.


Entretanto, quando abandono meus desejos primários, percebo que um bom musical precisa mais do que passinhos ensaiados e gente com voz bonitinha cantando. Também vai além do videoclipe e das canções-tristes-para-momentos-tristes e das felizes-para-momentos-felizes. Dá sim para fugir disso, brincar muito com as imagens e até experimentar novas maneiras de transpor a vivacidade do parágrafo acima sem cair na mesmice. O problema é que poucos diretores tem colhões para tal.

Julie Taymor, diretora de Across the Universe, parece ter inicialmente tentado provar que um musical bem feito poderia ter muita experimentação visual, porém, o resultado final parece provar que os estúdios sempre tem a palavra final. O que é triste, porque potencial o filme tem. Mas vamos começar pelo mote: Beatles.

A trilha sonora é inteirinha composta por músicas do quarteto e cantadas (mal) pelos atores. Agora tente imaginar este samba do criolo doido: o longa tenta acompanhar a discografia, a trajetória pessoal, o posicionamento deles no contexto da época, as situações memoráveis pelas quais eles passaram, mas sem representá-los fisicamente. Linke tudo isso a uma história de amor fictícia, cujo os personagens levam o nome das canções mais famosas. Um trabalhão do cacete e o filme ainda tenta enfiar Jimi Hendrix e Janis Joplin, como um casal pseudo-fofo. Over.

A tal história de amor é sobre Jude (Jim Sturgess), um garoto inglês, que vai morar nos Estados Unidos e curte o clima efervescente dos anos 60. Enquanto muitos jovens estão se engajando contra a Guerra do Vietnã e outros sendo convocados à lutar de fato, Jude se mantém alheio e entra de cabeça na paixão por Lucy (Evan Rachel Wood). Como você já pode prever, rola aquela dificuldade básica de ficar juntos (ou não poderiam tocar All You Need Is Love quando tudo se ajeita).

Não se pode esperar veracidade de um musical, mas também não dá para ficar forçando situações só para poder encaixar as canções e seus respectivos temas. Não gostei de Strawberry Fields Forever e odiei muito Dear Prudence. Hey Jude é óbvia, assim como Revolution, Across The Universe e All You Need Is Love, que não poderia deixar de ser fofa e edificante. Porém, I Want You (She's So Heavy) e I’ve Just Seen a Face são ótimas. Fora as participações especiais. Bono, tão envelhecido que eu quase não reconheci, Joe Cocker, caracterizado de mendigo e Salma Hayek, amiga da diretora, como uma enfermeira sexy.

Peca pelo psicolodelismo clichê em muitas cenas e é bem previsível em outras. Poderia ser melhor? Sim. É o melhor musical que já vi? Não. Vale a pena assistir? Sim. Nem que seja só pelo gostinho de ver uma concepção diferente para as memórias afetivas que todos nós temos para as músicas dos Beatles. Ah, e dá sim vontade de sair sapateando pela rua. Não me culpe, sou só uma menininha!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Téo e a Gaivota

Pra você, que estava se perguntando como Marcelo Camelo está aproveitando o período de férias do Los Hermanos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Vale cada centavo

Só se fala em uma coisa: Radiohead. E não apenas porque o cedê (que não vem em CD) lançado por eles hoje chega ao mercado de maneira revolucionária. Não. É simplesmente porque é ótimo.

Você pagou quanto quis (ou nem isso), e agora tem In Rainbows à sua disposição. Abre a pasta .zip e descarrega tudo no seu iTunes, Winamp ou WMP. Aí vê, são dez faixas, todas curtinhas. Será que a banda amarelou? A resposta, que dura cerca de 40 minutos, é não. Já na primeira faixa, 15 Step, surge o Radiohead que todos aprendemos a achar estranho. Ritmo desconexo, Thom Yorke cantando baixinho, guitarra discreta. Música ótima que obriga a prestar atenção.

Segue uma fila muito bem ritmada de faixas que utilizam um pouco de tudo o que a banda já fez. Nenhuma delas tem cara de single, coisa que se possa escutar no rádio entre Magic Numbers e Interpol. Mesmo Bodysnatchers, que tem um ritmo contagiante, soa demasiada suja do baixo aos vocais.

Tem as faixas deprimidas de sempre, como All I Need e Videotape, que encerra o playlist. Weird Fishes/Arpeggi, também é ótima, assim como Faust Arp, que traz um conjunto de cordas inspirado, típico das inventividades de Jonny Greenwood. Aliás, tudo é sempre muito dedilhado mesmo quando imprevisível, pegando a deixa que ficou do disco anterior, Hail to The Thief.

Inacreditável, mas, de novo, o Radiohead já corre lá na frente, enquanto o resto do mundo da música ainda está amarrando os cadarços.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

História sendo feita

Contrariando as expectativas, o disco novo do Radiohead será lançado daqui a apenas dez dias. O nome será In Rainbows, e contará com 12 faixas. Não fosse tudo isso entusiasmante o bastante, a surpresa mesmo está no formato de venda. Ele será comercializado somente pela internet, através do site da banda, em versão de download ou encomenda de um box contendo CD + disco duplo de vinil + CD multimídia com sete faixas extras.

O box sai por 40 libras (cerca de 160 mangos), já o download sai por quanto você quiser. Acredite. Se você entra no site para fazer a encomenda do disco, ao “fechar a compra”, o formulário deixa o espaço de preço em branco. Ao lado, a mensagem “it’s up to you” (“é por sua conta”). Você paga quanto achar que deve. Eles entregam no mundo todo e aceitam todos os cartões de crédito e débito (sim, débito, tipo Visa Electron).

O disco está saindo 100% independente, sem qualquer apoio de grandes gravadoras na feitura ou distribuição. É esquema revolucionário na indústria, porque é uma banda grande, referencial. Até o iTunes o Radiohead mandou às favas, vai cuidar de tudo sozinho.

Agora basta o disco ser bom (no nível de sempre) para esse pequeno passo se tornar um marco histórico, futuramente conhecido como a pá de cal na indústria fonográfica do século XX.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Big me

Enquanto tocava Foo Fighters na rádio, eu tentava explicar pro B o que sentia toda vez que escuto a voz de Dave Grohl. É como voltar para casa. Uma sensação tão familiar quanto o cheiro do feijão no fogo. Afinal, durante toda a minha adolescência eu devo ter escutado a voz do vocalista do Foo Fighters tantas vezes quanto a voz do meu pai. Então a cada grito arranhado dele, automaticamente sou arrastada para meados de 98, com meus all stars surrados e meu quarto de menina. The Colour and the Shape quase furou de tanto tocar.


E hoje, quase dez anos depois, o Foo lança dia 25 de setembro o álbum novo Echoes, Silence, Patience and Grace, depois do ótimo e ágil In Your Honor e do conflituoso One by One. O single The Pretender, já é sucesso. Aqui no meu MP3 e no mundo. Engraçado que certos hábitos não mudam: Disco novo do Foo quer dizer memórias novas saindo do forno.
A menina de all star ainda mora aqui.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Rrrrrrrrrock!

Eu tive que vir blogar só para dizer que estou adorando disco novo do Autoramas, o Teletransporte. Nada de análises complicadas, porque a banda não merece um chato fazendo teses. É só rock bom, legal, acelerado. Autoramas é o nosso Queens of The Stone Age. Não fica devendo, com seu status cult e livre acesso, passeando pelas cenas nacionais e internacionais movido apenas pela diversão musical. Você ouve faixas do álbum no MySpace deles.

Autoramas é tão legal que devia ser lecionado nas escolas primárias. Considere isso uma campanha lançada.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Iceland

Ainda não encontrei clipes do cd novo do Múm, mas a discografia tem lá no site. Lança mês que vem mas já é baixável, facilmente, uma vez que até uma não nerd como eu conseguiu, você provavelmente conseguirá também. Pra esclarecer, a banda Múm é da Islândia (terra de Björk) e a banda tem sons eletrônicos, tranqüilos, sons delicados de vidro, sons de teclado fino, vocal feminino que parece gelar os ouvidos.

Não conseguindo ter noção pela minha definição, eu sugiro que você ouça. Abaixo deixei um hit famoso, Green Grass Of Tunnel (de um EP da Fat Cat Records de 2002) pra colocar referência. Nem tudo deles é assim calmo. Muita coisa, principalmente do novo cd é mais sombrio.

Atenção especial: primeira faixa do novo CD Blessed Brambles. As cordas elétricas que para os meus ouvidos de leiga talvez nem sejam cordas, são mágicas.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

O melhor do mundo, agora

O White Stripes é a melhor banda do mundo, agora. Ou talvez o mais certo seja: o Jack White é o melhor músico do mundo, agora. Não basta o rapaz ter feito com o Raconteurs o (ótimo) disco Broken Boys Soldiers ano passado, agora lança o novo trabalho do duo, Icky Thump. Também ótimo. Hiperbólico, mesmo. Jorra blues por todos os lados, elétrico, descompassado, energético.

Dizem que a Meg é péssima baterista, eu concordo. Mas não no White Stripes. Ela funciona, não tem ego, o que dá espaço para a gigante pretensão de Jack. O resultado é uma base sólida e simples para que ele possa praticar sua improvisação desenfreada. E dá-lhe. Uma guitarra sempre ótima, precisa. Sua voz quase adolescente é como uma segunda guitarra, rondando os acordes, seja gritando ou só falando.

É o sexto e provável melhor disco da banda. Pra mim, sim. Vai de política em letras ótimas ("Well you can't be a pimp / And a prostitute too", "Você não pode ser um cafetão / E uma prostituta também") em Icky Thump, ao garagem sujo em Catch Hell Blues. Ou o genial, em Rag and Bones (onde Jack e Meg interpretam mercadores pedindo doações de coisas usadas). Tem também 300 M.P.H. Torrential Outpour Blues, uma viagem por praticamente todos os estilos de blues já criados.

Um CD divertido e essencialmente político. Trata do tal muro que os Estados Unidos pretendem construir, separando-os do México. Por isso, muitas das músicas têm inspirações mexicanas. Jack encarna o mariachi para demonstrar a importância da cultura latina para a própria formação cultural norte-americana. Acerta em cheio. E tem só 32 anos.

+
Clipe da música Icky Thump

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Racha-cuca: O Retorno

Quando você finalmente tinha descoberto que aquela última da lista era Piratas do Caribe... Aparece uma nova safra com 64 trilhas sonoras para adivinhar o filme! Vai dizer que não é divertido? Acertei todas de novo (hã-hãããm), mas dessa vez estou de bom humor, então se você quiser saber as respostas, é só selecionar o texto invisível abaixo. Mas não vale colar, hein!

1 - blade runner 2 - rambo 3 - onze homens e um segredo 4 - melhor e impossivel 5 - edward maos de tesoura 6 - mascara do zorro 7 - dirty dancing 8 - goonies 9 - branca de neve e os sete anoes 10 - love story 11 - Shrek 12 - free willy 13 - casablanca 14 - esqueceram de mim 15 - moulin rouge 16 - tieta 17 - primeira noite de um homem 18 - kill bil l 19 - fantasia 20 - apocalypse now 21 - beleza americana 22 - flintstones 23 - trainspotting 24 - exterminador do futuro 25 - fantastica fabrica de chocolate 26 - madagascar 27 - doctor zhivago 28 - mudanca de habito 29 - notting hill 30 - pretty woman 31 - sexta feira 13 32 - romeu e julieta 33 - robin hood 34 - lisbela e o prisioneiro 35 - requiem para um sonho 36 - catch me if you can 37 - moonwalker 38 - cidade de deus 39 - pinoquio 40 - tigre e o dragao 41 - historia sem fim 42 - ultimo dos moicanos 43 - magico de oz 44 - lawrence da arabia 45 - cabaret 46 - nove e meia semanas de amor 47 - quero ser grande 48 - priscilla 49 - fantasma da opera 50 - my fair lady 51 - robocop 52 - em algum lugar do passado 53 - eu tu eles 54 - senhor dos aneis 55 - exorcista 56 - chicago 57 - ferias frustradas 58 - ben hur 59 - xanadu 60 - laranja mecanica 61 - mask 62 - ultimo samurai 63 - profecia 64 - west side story.

Moleza! : )

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Atrasada....

Faltam só três dias, ou melhor, dois e meio, mas ainda assim acho que vale a pena indicar. O Anima Mundi está em São Paulo e é sempre um ótimo passeio. Não acompanhei de perto esta edição, mas andei vendo uns vídeos por aí. Com peça e ensaio, é uma pena que este ano não vai dar para ver nem unzinho...ainda bem que tem youtube, né?

Não gosto tanto assim do Weird Al Yancovic, ele peca um pouco pela repetição, mas seu curta Don't Download This Song é mesmo muito bom! Perca um minutinho, vai!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Vintage voice

Regina Spektor é moça de boa voz. Não só pela afinação e tudo mais, mas pelo uso inusitado uso da voz, dos lábios. Barulhos simples como sopros de frio, agudos surpreendentes somados a um piano magestral

Nasceu na Rússia e mora nos Estados Unidos, de pai pianista e mãe professora de música, Regina tem três cds laçados desde 2001, e mais um duplo de coletânea. Seus clipes chegam na mídia de mansinho, às vezes você consegue ver um ou outro perdidos na programação do Canal Sony, mas os vídeos, assim como a voz, são bem expressivos.

Citando algumas, as mais delicadas, Braile, Lulliby, Somedays, Loveology, Raindrops (como aquela "raindrops keep falling on my head", mas no final tem um "but that doesn't mean that i'm dead") Carbon Monoxide, Us. Destaque especial para as duas últimas.

Carbon Monoxide é de letra estranha, nonsense. Us, é de sinceridade e tem um clipe nice, com recortes legais. É menina de sensibilidade com um toque descolado e descarado, ela consegue ser cute e bocuda ao mesmo tempo (entenda por bocuda aquele sentido que a expressão teria saindo da boca de sua avó, alguém que fala sem pudores).

Samson é especial. Assim como o nome diz, é sobre a história do Sansão da Dalila, aquela que corta seus cabelos e tira sua força. A letra é meiga assim como o jeito que ela canta cada frase. Moça descolada e romântica, essa Regina!

"Oh I cut his hair myself one night, a pair of dull scissors and the yellow light, and he told me that I'd done alright..."

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Playlist

O cedê novo do Smashing Pumpkins, Zeitgeist, é estranho. Não parece SP. Nem na fase Machina, de guitarras pesadas e clima sombrio. É de um rock rasgado, agressivo, quase death metal. A banda mudou nessa volta-dos-mortos. Ficaram só o Billy Corgan e o baterista Jimmy. Talvez por isso o peso. Não é todo ruim. Salva-se como bom nas últimas faixas, como Neverlost e Starz. Tarantula também é boa, a única com cara de rádio. vou demorar pra acostumar.

Já o cedê novo do Interpol, Our Love to Admire, é ótimo. Não acredite no que disserem por aí. É cheio de camadas sonoras e variações de andamento, bem à moda da casa, mas tudo muito bem produzido. Cheio de cores e com uma pegada funk da bateria que já ergue as músicas do começo. Pioneer To The Falls é linda, Pace is The Trick também. Além da Heinrich Maneuver (já elogiada). A favorita é Rest My Chemistry, inspiradíssima.

Enquanto que Carnaval Só Ano Que Vem, da Orquestra Imperial, não faz sentido no meu mp3 player, no rádio do meu carro ou no computador do meu trabalho. Porque é composto de gafieiras ótimas que só funcionam pra valer dançando (que eu não fiz, mas imagino). O supergrupo tem Kassin, Rodrigo Amarante, Thalma de Freitas, Nina Becker e outra porção gigantesca. Participação do mestre Wilson das Neves. O Mar e O Ar, Salamaleque e Ereção são campeãs.

Agora é só correr pro Kazaa.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Petit-four

Insuportavelmente comportada para alguns, o Ludov é uma bandinha deliciosa de se ouvir num fim de tarde comendo docinhos. Se me permite simplificar, a banda seria o Belle & Sebastian brasileiro se você também é adepto das comparações metafóricas. Não faz muito tempo que fui a um show deles no CCSP e os ouvi anunciar que era a última apresentação daquela turnê. Não passou nem 5 meses e o novo cd Disco Paralelo está à venda há um mês. E pasme! Está agradando a crítica!

Mauro Motoki e Vanessa Krongold continuam sendo os líderes pop desse movimento que briga pelas letras fofas e pelo som afinadinho. Eles, que já fizeram até trilha sonora de High School Musical, mantêm-se fiéis ao seu estilo doce de ser. Ah é! Eles são agora um quarteto. O baixista Eduardo Filomeno foi estudar no exterior. Coitado, a verdade é que não fez muita falta. E se o Ludov cheira aos barbudos bem sucedidos que acabaram de entrar em recesso a culpa é do produtor Chico Neves, que também trabalhou com o Los Hermanos.

Não tem porque temer a meiguice.
Em seu último disco, Exercício das Pequenas Coisas, como o nome diz, tudo era minucioso, detalhista, se baseava nas pequenas delícias do lar. Já nesse, a sensação é que eles saíram de casa e foram andar de carro na rodovia. Vento nos cabelos e mais liberdade em todos os sentidos. Ciência e Rubi são as minhas pérolas preferidas do colar de músicas redondinhas.

Ludov também funciona como um projeto colaborativo. Cada um dá o seu melhor, aplica no grupo tudo que sabe fazer. Uma bandinha prendada, onde tudo e todos se encaixam. Dá para ouvir "click", sabe? E ainda fica com um gostinho docinho e amantegado na boca. Recomendo para as mocinhas de plantão e os rapazes sensíveis.

Olha que bacana: A MTV (aquela emissora que antes passava clipe, sabe?) disponibilizou em seu site o disco inteirinho e na ordem, prontinho para ouvir. Tenta!

Câmera lenta

Banda das favoridas, o Interpol está lançando o terceiro CD, Our Love To Admire. Ao que indica, continua parecido com os anteriores, o que é ótimo. O primeiro single é The Heinrich Maneuver (você sabe, aquele apertão que a gente dá no estômado de gente engasgada), que é daquelas músicas da banda que toca bem em baladas. O clipe é muito legal, um teste de paciência recompensador.


terça-feira, 15 de maio de 2007

Carência virtual

Eu trabalho o dia todo dentro da redação. A tv fica ligada bem atrás da minha cabeça e sempre em programas ruins. Até tentei gostar do Myspace, podcasts, mas com o tempo enjoa e eu fui parar, junto com todos os meus amigos, no famoso Pandora. Com o perdão do trocadilho, uma caixinha de música.

Se você estava em Marte ou coisa do tipo, trata-se de uma "rádio" onde você pode escutar seus artistas preferidos e outros similares a ele, criando uma setlist só sua. Na minha tocava de Smashing Pumpkins à Roberto Carlos e todos conviviam pacificamente. Só que há três semanas atrás, recebi um comunicado do site.

"Acreditamos que você está no Brasil, e nós estamos muito, muito tristes em dizer que, devido à restrições de licenciamento, nós não podemos mais permitir acesso ao Pandora para a maioria dos ouvintes localizados fora dos EUA."
Great....

Preguiçosa, eu não fui atrás de outro programa do tipo e ficava entediada de ter que voltar a escutar o som da tv chata atrás de mim. Mas como tudo na vida é cíclico, lá vem meu namorado com outra dessas febres de internet: last fm. Eles se intitulam a maior "plataforma social de música". Funciona mais ou menos como aquelas rádios virtuais que você escolhe o que quer que toque e descobre artistas similares ao que você gosta. Ou seja, mais ou menos como o Pandora.

E como tudo na minha vida e acredito que na sua também, vira mania, parte do cotidiano. Quando você menos espera, está lá, escutando musiquinha na internet, tomando café e trabalhando mais de 10 horas por dia. Ê vidinha besta!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Window In The Skies

Não é a maior novidade do momento. A novidade fica por conta da dupla Sandy e Junior que anunciou se separar e sua noticia repercutiu mais do que Los Hermanos entrando em recesso. Mas música boa é música boa. E banda antiga que já tem respeito, merece atenção.

Porque uma música nova do U2, para um fã, é o suficiente pra imaginar um próximo show.

terça-feira, 24 de abril de 2007

A trilha sonora

Atualmente, as novelas brasileiras são compostas por canções de artistas convidados vendáveis, que podem ser facilmente tocados nas rádios. Na novela Páginas da Vida, anterior à atual Paraíso Tropical, o hit de Corinne Bailey Rae - Put Your Records On - foi tocado à exaustão.

Em geral, as trilhas servem de tema para determinados personagens. Quando eles aparecem em cena, toca a canção. Outra utilidade é a de junção. Para juntar cenas e pontuar lugares, deixando o espectador ciente de que a próxima cena mudará de lugar, paisagens aparecem, ultimamente o Rio, e o tema do personagem toca.

O problema é que o limite disso é mais do que ultrapassado. Não há trilha sonora na novela brasileira. Há canções de artistas variados que servem ao propósito comercial apenas. A idéia de junção e de tema, na verdade, é o melhor caminho para colar as músicas na cabeça do telespectador, que logo deixa as músicas tamborilarem em sua mente e, conseqüentemente, acaba comprando o CD da novela. Artisticamente falando, é um recurso pobre. Na verdade, um recurso de valor artístico algum. O editor das cenas de telenovelas da Globo (e agora da Record - não citaremos o SBT, pela qualidade) deve seguir uma cartilha elaborada 50 anos atrás.

Já nos Estados Unidos, por exemplo, o soundtrack (cuja tradução perfeita seria exatamente "trilha sonora") engloba composições especiais para suas séries, canções de terceiros e efeitos sonoros até. O que não quer dizer que possam ser utilizadas levianamente. Um exemplo interessante de como uma soundtrack pode ser artística é a do seriado Lost. Preste atenção na primeira coisa: há um compositor. O nome dele é Michael Giacchino. Ele compõe a trilha incidental do seriado, que pode ser recorrente dentro de seus temas, mas busca variações, sutilezas e muitas vezes serve aos propósitos dramáticos da série. Existe também um conceito. Giacchino busca violinos distorcidos e pianos graves para intensificar, pontuar, digredir, aliviar... Tudo casa com o mote da série: as pessoas estão perdidas literalmente e figurativamente e a trilha serve de base para que o espectador se situe no mesmo pé em que as personagens.

Agora, veja como é uma questão de conceituação: as canções de terceiros, quando existem nesse tipo de série norte-americana, são tocadas de forma que sejam inseridas dentro da série organicamente ou então pontuando um momento bonito ou enlevador, ou até mesmo como tema, mas não utilizadas exaustivamente.

Um outro ponto problemático é o ressaltamento de situações. Perceba: na novela Pé na Jaca, quando os personagens Lance (Marcos Pasquim) e Guinevere (Juliana Paes) "puxam" a dor de outras pessoas para si mesmos, a trilha que entra é a mesma utilizada para as aparições do fantasma de Nanda (Fernanda Vasconcelos) em Páginas da Vida. Ou seja, de uma novela para outra, a Rede Globo utiliza a mesma trilha para ressaltar situações similares (no caso, fatos considerados extraordinários). Perceba também em situações de humor, geralmente nas novelas de Sílvio de Abreu, quais são as trilhas utilizadas.

Finalmente, além de trilhas "situacionais" iguais de novela para novela e a trilha sonora puramente comercial, o coroamento se dá pelas novas trilhas "situacionais" que aparecem de vez em quando: na novela O Profeta, quando algum acontecimento grandioso acontece, um coral canta, a la O Fortuna, do espetáculo Carmina Burana, num clichê inequiparável e, de certa forma, brega. Combina com a(s) novela(s).

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Coelhinhos tarados e dançantes

Sim, são coelhinhos as estrelas do novo vídeo do Groove Armada, o single Get Down, parte do novo albúm do duo - Soundboy Rock - que será lançado no dia 7 de Maio. O álbum sai em edição limitada com 2 faixas bônus, somente para os gringos, claro. Soundboy Rock foi gravado dentro da rota Londres-Barcelona com a contribuição dos seguintes artistas: Mutya (ex-Sugarbabes), Candi Staton, Alan Donohoe (The Rakes), Simon Lord (Simian), Richard Archer (Hard-Fi), Jeb Loy Nichol, Jack Splash (Plant Life), Jack McManus, Tony Allen, Rhymefest, Stush, Angie Stone e outros.

O Groove Armada é formado por Andy Cato e Tom Findlay. Ingleses da cidade de Cambridge, a dupla cria um funky-house-reggae e melodias voltadas para o pop. Seus singles mais famosos foram I See You Baby, Superstylin' e My Friend (este último foi até trilha de novela da Globo).

Neste CD, o duo investe em um trabalho um pouco diferente: sons mais eletrônicos e funk, demonstrados nas moderníssimas Lightsonic e Song 4 Mutya (Out Of Control), espécie de reggae com Kraftwerk; uma salada eletrônica que deu certo.

Post enviado pelo colaborador André Souza.