Mostrando postagens com marcador Outros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Outros. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de junho de 2007

Racha-cuca

Isto me roubou vinte minutos de trabalho, o mínimo que eu posso fazer é colocar no blog.

Você consegue adivinhar de quais filmes são estas 64 músicas? Tem que escrever os nomes sem artigo e sem acento.

Não é pra querer me gabar, não, mas eu acertei todas. Confesso que a número 48 e a número 10 quase me abriram um buraco no crânio antes de eu conseguir lembrar. E é por isso mesmo que eu não vou passar cola pra você.

Chame os amigos, divirta-se com toda a família!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Estraga-prazer

Genial essa camiseta-spoiler. A estampa traz, em inglês, o final de vários filmes. Dá pra irritar muita gente desavisada com frases tipo "Tyler Durden não é real", "Era a Terra o tempo todo", "Verbal é Keyser Soze", "Donnie morre" e, minha favorita, "Rosebud era o nome do trenó dele".

E os desenhos dão uma ajuda para aqueles que não captam a mensagem de primeira. Tivesse por aqui, comprava com gosto.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Do viaduto

O que eu faria se encontrasse alguém disposto a se matar?

A pergunta não quis calar depois que eu li uma crônica na revista Piauí, edição do mês de abril. A imagem que ocupa quase duas páginas da revista parece comum ao olhada da primeira vez rapidamente.



O fato é que Tuca Vieira saiu da casa da namorada de madrugada após uma briga, para caminhar. Andou pelo viaduto Dr. Arnaldo (..."de onde um lado vê-se o bairro Pacaembu, parte de Perdizes e parte da Pompéia. Do outro, Pinheiros, o Instituto Goethe e o muro do cemitério São Paulo"...) quando viu um homem que parecia querer pular de lá, daquele viaduto.

Ao longo da descrição da cena você sente uma desespero. Claramente que se acontecesse isso, o que quer que fosse dito para o sujeito poderia ser perigoso e como um estopim para o sujeito concluir o que veio fazer. E como fazer alguém que você nunca viu na vida entender que ela vale a pena? Será que dá, que cabe a esse encontro tentar mudar a perspectiva de vida de alguém que parece que já decidiu-se sem perspectiva? Lógico que qualquer um tentaria.

A imagem, que menor deixa mais evidente o que há de esquisito, foi tirada logo após o suicídio. Frieza de Tuca? Provavelmente para alguns e talvez até para ele que lamentou ter respeitado a vontade de tal cidadão de ficar sozinho. Quando Tuca virou de novo, ele já tinha se jogado.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Take a sad song and make it better...

Quando estou triste, saio em busca de algo que acalente meu coração e me ponha para dormir mais calma. Confesso que nesses 23 anos, muitas músicas, peças, filmes e livros me acalmaram os nervos e me pegaram no colo.

Sabe aquela música que faz você se debulhar de chorar, mas que instantaneamente te devolve a crença na humanidade? Ou mesmo aquela comédia romântica boboca, que assistida no dia certo, te faz acreditar no amor eterno? Talvez já tenha até acontecido de uma canção no rádio te animar depois de um tombo ou mesmo de um livro mudar a sua vida. Pois é aí que eu quero chegar. Por alguma razão a arte cura nossos males, complementando as tristezas, as alegrias ou nos dando esperança.

Um churrascão não existe sem um samba bacana, assim como um pé na bunda não é o mesmo sem uma música brega para você molhar o travesseiro.

Queremos que uma música conte nossa história, que o livro nos ensine a viver, que a peça nos inspire a amar. E se todos pensamos assim, então só me resta acreditar que a arte é o que dá liga ao sentimento de universalidade. Você e uma menina lá do Alabama choraram juntas escutando Hey Jude, eu e um menino australiano nos sentimos seres iluminados depois de ler Cem anos de Solidão. Com certeza alguém voltou a acreditar no amor depois de Casablanca.

Estamos todos ligados por esse placebo gigantesco chamado arte. Alivia a alma, afasta a solidão, descomplica a vida. Tente em casa!

Obs: A foto bacana é do filme Embriagado de Amor. Um desses que serve de remédio.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Luz, Câmera, Push Start

Parece que a discussão do momento é cinema X videogames. Ou mesmo arte X videogames. O blog da Ilustrada cantou a bola. Com a estréia nos EUA de 300, filme de Zack Snyder baseado nos quadrinhos de Frank Miller, a crítica se divide (que novidade): o trabalho é videogame demais e filme de menos ou a influência dos videogames no cinema apenas tornou-se evidente, pois já existia há uns bons anos. Não tendo visto o filme (aqui só chega no dia 30 deste mês), posso dar apenas um dedo na conversa.

O game é a mídia mais cinematográfica que surgiu desde o próprio cinema (a TV não conta com um fator fundamental: atenção e envolvimento totais do espectador). Geralmente o rótulo “filme que parece videogame” se restringe apenas ao uso de efeitos especiais e exageros narrativos. Mas a influência dos games na sétima arte é das antigas. Não apenas em adaptações suspeitíssimas como Super Mario Bros. (1993) e Street Fighter: O filme (1994). A fascinação com o universo virtual vem desde Tron (1982), o clássico nerd com Jeff Bridges.

Mas foi além. Em filmes como os da série Matrix, os irmãos Wachowski não se acanharam nos movimentos de câmeras típicos de cut-scenes (aquelas cenas entre as telas dos jogos, em que não é possível controlar o que acontece), ou mesmo vindos de títulos agitados da geração 3D – caso da cena da Freeway, em Matrix Reloaded (2003).

Em uma cena fantástica do excelente Oldboy (2003), o protagonista caminha por um corredor enfrentando brutalmente com um martelo dezenas de vilões. A câmera se posiciona lateralmente, como em um jogo de luta de plataforma, movimentando-se apenas na horizontal e sem cortes. Isso sem falar nos filmes de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.

Essas inserções são saudáveis, um intercâmbio natural. O cinema toma emprestado a percepção da interatividade para aproximar o espectador da situação, utiliza uma noção desenvolvida previamente. Ruim só é quando são ignorados os limites do meio. O erro mais freqüente são os abusos desses recursos sem levar em conta a percepção participativa do espectador.

O protagonista de um videogame é formado 50% pelo jogo e 50% pelo próprio jogador. A personagem é um amálgama das limitações de um e das escolhas do outro – mesmo quando as escolhas são pré-definidas, há a noção de que o caminho até a escolha foi trilhado por quem joga. O cinema morre antes disso, impossibilitado de transmitir as sensações reais de participação, como perda, culpa, satisfação.

Game é arte, sim. Mas muito mais jovem que o próprio cinema. Nasceu e desenvolve-se em um meio criado para lucrar financeiramente. Embora as comparações sejam inevitáveis, ainda há de se deixar tudo apenas no campo das influências. Cada um em seu cada um. Com seus Cidadão Kane e O Poderoso Chefão ou seus Metal Gear Solid e Half-Life 2.

+
Trailer do filme 300 (em inglês)