quinta-feira, 28 de junho de 2007

A Noite Do Aquário

O storyline da peça reverberou na história pessoal de um ente querido. A família, as loucuras de sair de casa, como as relações ficam conturbadas quando têm de ser retomadas. A atual situação desta pessoa poderia ser muito bem o que aconteceria se A Noite Do Aquário, de Sérgio Roveri, não tivesse o desfecho que teve. Composta por três tristes figuras, a desmantelação do seio familiar é o mote do espetáculo.

Parte integrante do projeto E Se Fez A Praça Roosevelt em 7 Dias, empreendido pela Companhia Os Satyros, que finda nessa semana, temos uma história há muito recontada, mas agora poeticamente transposta ao teatro. A mãe (Clara Carvalho) recebe a inesperada visita do filho mais velho, José, (Germano Pereira), após 8 anos de exílio e apenas 4 cartas endereçadas à família. Ressentida, ela luta para não projetar no filho a imagem do marido que saiu para São Paulo trabalhar e nunca mais voltou. Completa o triângulo o filho mais novo, Pedro (Chico Carvalho), que se coloca entre o apoio à mãe e a saudade do irmão.

Por falar em Chico, muitas vezes a bondade registrada na leveza de sua atuação e o excessivo gestual destoam da simplicidade contida do espetáculo, mas Clara Carvalho, conforme impressões de amigos, é a "mulher que parece que vai explodir a qualquer momento" e é verdade. Clara segura a intenção no olhar, explora a força interior e coloca-se à frente dos outros dois. Germano é correto em seu José. Junta-se a aridez da concepção, conjugadas à luz, ao som e à cenografia, trazendo um contraponto especial com a água sempre relatada do porto fictício onde moram a mãe e Pedro, graças à mão do diretor Sérgio Ferrara.

A chegada do forasteiro, como sempre, é o fio que desestabiliza aquela aparente calma na ilha da qual todos estão saindo - o porto vai fechar; a solução reside em José. O trauma da perda do marido é o que vai destruir tudo. Sobram apenas a melancolia da lembrança da mãe no dia em que foi tentar encontrar o marido em São Paulo e se deparou com o prédio em forma de onda (o Copan) e a praça que foi inaugurada com a voz de Elis Regina (a Roosevelt).

O que sobrevem é a metáfora da raiz da árvore que consegue atravessar o concreto. O instinto de liberdade, quando chega, não pode ser controlado. E é o que faz a mãe no desfecho da peça. Voltando à pessoa a quem me referi no começo: hoje, o problema é fazer com que aqueles que se quis salvar voltem para a ilha, para conseguir, enfim, se libertar. No caso do espetáculo, apesar de ser uma saída hedionda, ainda assim é belo e poético. Como o cair da água no rosto árido.

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Blog do Sérgio Roveri

Ponto final

Neste sábado sai do ar o NoMínimo, site que fez pela internet brasileira o que a Piauí está fazendo pelas revistas nacionais. Não será o primeiro fim dele, que antes da bolha era o No., mas é provável que num retorno - se houver - jamais seja o mesmo.

O brilhante Tutty publica um texto de despedida do site que fez muita gente (como eu) ter esperanças no jornalismo:

"Em dois anos, a primeira revista eletrônica brasileira sem base de papel nas bancas, sonho de uma turma cá pra nós já meio velha para se aventurar na imprensa alternativa, estava reduzida àquele grupo de jornalistas experientes reunidos tardes a fio em volta de uma cafeteira velha esquecida na redação-fantasma que ocupava meio andar do imponente prédio da Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio. Rir pra não chorar."

Sem surpresas

Previsível para quem assistiu os outros dois, 13 homens e mais um segredo (Ocean's Thirteen) não é mais do que os outros se propuseram a ser. O motivo é novo mais o golpe já não é novidade.

Golpear quem? Willie Bank (Al Pacino), dono de um futuro hotel-cassino de Las Vegas que traiu Reuben Tischkoff (Elliott Gould), pai de todos os 11 melhores ladrões. Matar Willie Bank seria pouco, a vingança tinha que ser doce e divertida, que tirasse Willie do eixo tirando dele seus maiores triunfos.

De fato que Bank é um vilão muito pior do que o último enfrentado, Terry Benedict (Andy Garcia) , ingênuo perto de Bank. Al Pacino desenha o personagem com traços óbvios de um vilão, sem muitas sutilezas. Mas é justamente a despretenção da encenação que o filme cativa tanto.

Mesmo usando todos os recursos possíveis, os Ocean's ainda vão ter que pedir ajuda a Terry, por dinheiro, misturando ai além de Terry, François Toulour (Vicent Cassel) do filme anterior fazendo os persogens se encontrarem de novo. E mostrando coisas pequenas mais essenciais para qualquer bom ladrão, lealdade.

O diretor Steve Soderbergh deu a mesma liberdade que dá para sentir nos outros dois filmes aos atores. Danny Ocean (George Clooney) e Rusty (Brad Pitt) são a prova viva disso na tela. Sempre atendendo o celular, Brad continua fazendo graça enquanto conversa diálogos abertos sobre seus relacionamentos amorosos e o envelhecimento com George que não está menos brilhante e sedutor d que nos outros.

O diretor arriscou mais, com perspectivas inusitadas sobre a cena, os primeiros 15 minutos de filme fazem você se lembrar porque é tão legal acompanhar o golpe que você sabe que vai dar certo mas que quer entender porque vai dar certo. Porque se você viu os outros dois com a mesma desprentenção que vai sentir que existe nesse vai ver que todas as curiosidades estão lá. Linus Caldwell (matt Damon) ainda é o mais inesperiênte, Rusty ainda come muito, e os irmãos Virgil (Cassey Aflleck - irmão mais novo do famoso Ben) e Turk (Scott Caan) continuam brigando em cena. Os irmãos ajudam na proposta de comédia durante as cenas de uma fábrica de dados em greve no México, movida por eles que acontece paralelamente ao enredo durante quase o filme todo.

Despretensioso, Ocean's 13 não traz nada de novo além daquilo que já tinha nos encantado nos outros dois anteriores, somados a proposta leve de um grupo de atores hollywoodianos divirem a cena com outros 12, 13 grandes atores. Já que talvez demore para vermos tantos nomes famosos num mesmo filme. Vá conferir, se você for garoto vai gostar pelo suspense da jogada perigosa e se você, garota não gostar pelo mesmo motivo, vai rir quando vir Clooney e Brad chorando ao assistirem Oprah.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Petit-four

Insuportavelmente comportada para alguns, o Ludov é uma bandinha deliciosa de se ouvir num fim de tarde comendo docinhos. Se me permite simplificar, a banda seria o Belle & Sebastian brasileiro se você também é adepto das comparações metafóricas. Não faz muito tempo que fui a um show deles no CCSP e os ouvi anunciar que era a última apresentação daquela turnê. Não passou nem 5 meses e o novo cd Disco Paralelo está à venda há um mês. E pasme! Está agradando a crítica!

Mauro Motoki e Vanessa Krongold continuam sendo os líderes pop desse movimento que briga pelas letras fofas e pelo som afinadinho. Eles, que já fizeram até trilha sonora de High School Musical, mantêm-se fiéis ao seu estilo doce de ser. Ah é! Eles são agora um quarteto. O baixista Eduardo Filomeno foi estudar no exterior. Coitado, a verdade é que não fez muita falta. E se o Ludov cheira aos barbudos bem sucedidos que acabaram de entrar em recesso a culpa é do produtor Chico Neves, que também trabalhou com o Los Hermanos.

Não tem porque temer a meiguice.
Em seu último disco, Exercício das Pequenas Coisas, como o nome diz, tudo era minucioso, detalhista, se baseava nas pequenas delícias do lar. Já nesse, a sensação é que eles saíram de casa e foram andar de carro na rodovia. Vento nos cabelos e mais liberdade em todos os sentidos. Ciência e Rubi são as minhas pérolas preferidas do colar de músicas redondinhas.

Ludov também funciona como um projeto colaborativo. Cada um dá o seu melhor, aplica no grupo tudo que sabe fazer. Uma bandinha prendada, onde tudo e todos se encaixam. Dá para ouvir "click", sabe? E ainda fica com um gostinho docinho e amantegado na boca. Recomendo para as mocinhas de plantão e os rapazes sensíveis.

Olha que bacana: A MTV (aquela emissora que antes passava clipe, sabe?) disponibilizou em seu site o disco inteirinho e na ordem, prontinho para ouvir. Tenta!

Câmera lenta

Banda das favoridas, o Interpol está lançando o terceiro CD, Our Love To Admire. Ao que indica, continua parecido com os anteriores, o que é ótimo. O primeiro single é The Heinrich Maneuver (você sabe, aquele apertão que a gente dá no estômado de gente engasgada), que é daquelas músicas da banda que toca bem em baladas. O clipe é muito legal, um teste de paciência recompensador.


segunda-feira, 25 de junho de 2007

Para ver de longe

Dalton Trevisan é dos meus queridos. Sou muito desconfiado de ditas adaptações e inspirações sobre sua obra. Fato é, muita gente não o entende. Pensam que ele é mais sobre uma coisa, quando na verdade é sobre outra.

Educação Sentimental do Vampiro, da Sutil Companhia de Teatro, pensa que é sobre uma coisa, mas na verdade é sobre outra. Trataram a obra de Trevisan como uma coisa banal, uma observação suja e simplista sobre a vida secreta de cada um. Não é. Não há traços da observação cínica do autor, nem seu cuidadoso esmero em retratar tanto com tão pouto. O Trevisan capaz de novelas de apenas um parágrafo não aparece no palco, pelo contrário, tudo é meio exaerado, existe em escala descomunal. Dos gestos às músicas, tudo é tão maior do que deveria... A narração, por exemplo, recurso constante, enche tanto o palco de palavras que faz o autor soar como um homem verborrágico e acelerado. Falsamente.

Na minha arrogância de sujeito desconhecido, digo que Felipe Hirsch não entendeu a obra de Trevisan. Adaptou qualquer coisa que lhe fosse interessante, pinçou na maioria bizarrices sexuais e foi lá, montar uma versão para Jerry Lewis da obra do vampiro de Curitiba.

É peça para ver de longe, porque, de perto (ali, na primeira fila) além de ser difícil captar tudo o que ocorre no palco sem se distrair pela amplitude, é possível notar detalhezinhos que incomodam, as joelheiras dos atores, a produção que entra durante o blackout pra mover o cenário, os atores se movimentando impacientes na cochia.

Incontáveis blackouts. Tudo numa tentativa de pontuar e diferenciar histórias que, no final das contas, são todas a mesma. Educação Sentimental é um grande espetáculo de 2 horas que conta a mesma coisa achando serem várias diferentes. E o riso fácil, claro, das escatologias e gestos desengonçados. Porque não deixam a comédia para quem é do ramo, meu deus?

Não posso nem dizer que fiquei decepcionado, não sinto que um dos meus autores preferidos foi manchado. Nem era ele lá, mesmo. Estava mais para um Nelson Rodrigues gótico adolescente, fazendo intercâmbio em Londres para falar mal da "burguesia" lá do Brasil.

Para quem quiser arriscar, está em cartaz no Teatro Popular do SESI, na Av. Paulista, por 3,00 mangos.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

"Oh my goooooood..."

Com vocês, as piores cenas de todos os tempos (em inglês). Divididas em seis categorias: Pior seqüência de morte, pior dublê, pior reação de personagem, pior atuação, pior diálogo desnecessário e pior efeito especial.

Shark Attack 3 merece aplausos, levando logo dois prêmios para casa. Eu não sei, mas achei injusto o ator da pior cena de morte não levar, também, o de pior atuação. Talvez seja porque ele roubou toda a cena do ninja branco, claramente o protagonista do filme...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O outono do Patriarca

crédito: William Fernando Martinez/AP
Minutos antes de ir embora pela última vez de Aracataca, ele prometeu a um amigo que só voltaria a cidade quando sentisse a morte lamber o pescoço. Vinte anos se passaram e ele não ficou mais jovem. Talvez nem mais velho. No mundo onde vive, o fantástico acontece sem a pressa do tempo e afinal, Macondo nunca envelhece. Há 20 dias atrás, Gabo voltou à cidade natal.

A locomotiva que o levava a pequena cidade no interior do Caribe Colombiano saiu com atraso da estação de trem. Percebendo a importância da data e talvez a nebulosidade que envolveria a volta de Gabriel García Márquez a sua origem, os fãs criaram tumulto e cercaram o escritor de suas ansiedades. Brincalhão, ele se sentou ao lado de sua esposa Mercedes e acenava da janelinha.

No meio da viagem porém, uma ponta de tristeza o invadiu. Olhava as árvores ficando para trás inseguro e melancólico. "Gabito sempre evitou voltar ao seu povoado natal por medo. Embora não o diga publicamente, para ele retonar a lugares onde cresceu é como refazer seus passos e isto o faz refletir sobre a morte", declarou à Folha, Guillermo Valencia, um de seus amigos de infância do colégio Montessori de Aracataca.

Para quem leu Memória de Minhas Putas Tristes sabe que Gabo anda se preparando para o porvir. Aos 80 anos, ele vê a vida com fantasia, é fato, mas com uma pitadela de angústia de quem não se sente mais tão ligado ao agora. Pode não ser o anúncio da morte, mas ao pisar na cidadezinha, uma onda de borboletas amarelas seguiu seus passos e iluminou o caminho. E se for mesmo o fim, foi do jeito que deveria ser: Surreal.

*Oportunismo à parte, sai a edição comemorativa de Cem Anos de Solidão em espanhol. Outra boa dica são os pokets, também em espanhol, de todos os livros de Gabo a meno de 25 reais. Nunca é demais.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Não Por Acaso

Rita Batata e Leonardo Medeiros em Não Por Acaso

Sensível. Essa é a palavra que se pode utilizar para definir Não Por Acaso, o primeiro longa de Philippe Barcinski. Após os aclamados curtas Palíndromo e Janela Aberta, Barcinski demonstra uma intimidade gigantesca com suas personagens e consegue construir um clima de aproximação deles com a platéia de forma muito bonita.

É daqueles filmes que a câmera namora sem demora, com belíssimos planos e tomadas da cidade de São Paulo por ângulos muito poéticos - cortesia da fotografia de Pedro Farkas. Conta também com efeitos especiais sutis e de muito bom gosto, que adicionam ao filme um toque refinado e completamente condizente com a proposta do roteiro, que foi escrito pelo próprio Barcinski, aliado a Fabiana Werneck e Eugênio Puppo (colaborador usual do diretor).

O longa conta a história de duas pessoas que tentam controlar a vida. Pedro (Rodrigo Santoro) é marceneiro e monta mesas de sinuca. Com a namorada Teresa (Branca Messina) por perto, morando com ele em sua casa, ele consegue deixar que tudo esteja a seu alcance, incluindo as jogadas que ensaia nas mesas que ele mesmo fabrica. Por outro lado, Ênio (Leonardo Medeiros) controla o trânsito caótico da cidade de São Paulo com precisão milimétrica e vive ainda a dor da separação da ex-mulher (Graziella Moretto). Acontece que um acidente em comum vira a vida dos dois de cabeça para baixo, tirando deles o controle prévio, introduzindo aí as personagens Lúcia (Letícia Sabatella) e Bia (Rita Batata).

Lentamente a metrópole resignifica pelas lentes do diretor. Adquire um misto de liberdade na história de Ênio e vai se tornando fechada na história de Pedro. E isso por contraposições. A imagem de São Paulo vista do alto da serra é de clima romântico. Entretanto, por ser construída a cena, como ela foi levada até aquele momento, torna-se um triste retrato, literalmente, da solidão de um homem. Por contraste, a feiúra de um viaduto no meio da cidade, cortando-a, que é o caso do Minhocão, ganha uma densidade feroz no caminho de "in-solidão" da personagem Ênio, redescobrindo o dom de relacionar-se com a própria filha. As imagens de viadutos e pontes de São Paulo também constituem em si uma importante simbologia dentro da história.

Afora as resignificações que Barcinski adota, temos as interpretações fora-do-comum dos atores. Preparados por Sérgio Penna, que intuiu para cada personagem um olhar e, como sempre, dirigiu cada ator a um estado de ação pela respiração, extraindo um resultado impressionante que transpira, jorra na tela uma força gigantesca. À parte uma atuação Letícia Sabatella de Letícia Sabatella e as pequenas participações de Giulio Lopes, Graziela Moretto e Sílvia Lourenço, temos uma Branca Messina iluminada, um antes perfeito Rodrigo Santoro e um depois triste e uma Rita Batata impressionantemente jovial. Porém, quem explode na tela é Leonardo Medeiros. Capaz de mudar completamente de emoção sem mexer um músculo sequer, sem mudar nenhum detalhe da máscara, Medeiros consegue deixar a platéia penetrar em sua alma através dos olhos, coisa que raramente se vê em cinema. É de uma generosidade sem limites com a platéia.

A crítica em geral disse que Barcinski não quis tornar o filme ultra-intelectual e abusou de trilhas sonoras na montagem (aliás, trilha sonora linda de Ed Cortês) e, mais para o final, acabou simplificando a história. Creio que não. A autoria de Barcinski é tão presente e uniforme que, pelo contrário, identifica-se o respeito dele por aquelas vidas ficcionais, tratando-se de simplificar não para facilitar e sim para apenas significar. A simplicidade é o que devemos almejar. O controle não é simples. Exige esforço, energia, dispende demais. O sabor do acaso, para bem ou para o mal, é de uma poesia inexplicável.

Não Por Acaso. De Philippe Barcinski. Com Leonardo Medeiros, Rodrigo Santoro, Branca Messina, Rita Batata, Letícia Sabatella e outros. Trilha de Ed Cortês. Roteiro de Philippe Barcinski, Fabiana Werneck e Eugênio Puppo. Estreou em 07/06/2007.

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Site oficial de Não Por Acaso
Trailer do filme no YouTube

Racha-cuca

Isto me roubou vinte minutos de trabalho, o mínimo que eu posso fazer é colocar no blog.

Você consegue adivinhar de quais filmes são estas 64 músicas? Tem que escrever os nomes sem artigo e sem acento.

Não é pra querer me gabar, não, mas eu acertei todas. Confesso que a número 48 e a número 10 quase me abriram um buraco no crânio antes de eu conseguir lembrar. E é por isso mesmo que eu não vou passar cola pra você.

Chame os amigos, divirta-se com toda a família!