quarta-feira, 13 de junho de 2007

Em busca

Assassinos em série fascinam. Eles falam com algo no nosso instinto primitivo, que busca padrões e ordem no caos da vida e avalia possibilidades extremas para situações de inconformismo. O que nos diferencia deles nos torma mais próximos, também.

Zodíaco é sobre essa obsessão. Relata a investigação de vários assassinatos realizados na Califórnia durante o fim dos anos 60 e começo dos 70. Todos atribuídos a um certo Zodíaco, que escrevia para jornais explicando sobre as mortes. O caso real é contado principalmente sob o ponto de vista do cartunista Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), mas também pelos olhos do investigador David Toschi (Mark Ruffalo), do repórter Paul Avery (Robert Downey Jr.) e alguns outros.

No melhor estilo Todos os Homens do Presidente, o filme tem ares de jornalismo investigativo e policial, com uma atenção aos detalhes tão obsessiva quanto seus personagens parecem ter. Não é um filme sobre as mortes, nem sobre o assassino. É a imporância de cada descoberta, cada nova peça do quebra-cabeça, e a conseqüente satisfação ou frustração - ao descobrir que nada se encaixa.

O diretor David Fincher (Se7en, Clube da Luta, Quarto do Pânico) está ótimo, contido de suas extravagâncias visuais e concentrado em contar a história com o máximo de detalhes que pode. Ele investe em momentos de suspense realista enquanto aproveita para capturar a aura de filmes da época, com direito a efeito de película. O elenco tira proveito e se desenvolve muito bem, principalmente Downey Jr. - o ator mais injustiçado de uma geração - e Ruffalo, que cria alguns momentos convincentes.

É um filme frustrante. Não há recompensa em suas 3 horas de duração. Todos os personagens sofrem pelo caminhar da investigação, que atravessa mais de 25 anos, carregando a vida de todos para um lado escuro e sem volta. O mesmo lado escuro que prende o espectador ao assistir o filme, o lado escuro que prende os protagonistas a uma incessante busca infrutífera. Todos encontrando mais perguntas que respostas.

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Trailer do filme (em inglês)
Participação do Zodíaco ao vivo no CBS News (em inglês)
Reportagem de Paul Avery para o San Francisco Chronicle em 1969 (em inglês)

terça-feira, 12 de junho de 2007

Estraga-prazer

Genial essa camiseta-spoiler. A estampa traz, em inglês, o final de vários filmes. Dá pra irritar muita gente desavisada com frases tipo "Tyler Durden não é real", "Era a Terra o tempo todo", "Verbal é Keyser Soze", "Donnie morre" e, minha favorita, "Rosebud era o nome do trenó dele".

E os desenhos dão uma ajuda para aqueles que não captam a mensagem de primeira. Tivesse por aqui, comprava com gosto.

Álbum de Família

Um SESC Consolação quase lotado comporta a apresentação da sexta-feira de Álbum de Família, de Nelson Rodrigues, protagonizado por Denise Weinberg (na foto, abaixo, à esquerda), Cacá Amaral (ao lado de Weinberg com Rennata Airoldi no colo) e Ângela Barros (acima, de óculos) e dirigido por Alexandre Reinecke. Só esse breve currículo já seria o bastante para tornar a peça um evento marcante. Infelizmente não o é.

A história por si só é uma cacetada. Jonas (Cacá Amaral) é apaixonado pela filha Glória (Rennata Airoldi) e ela por ele. Por este motivo e por um acontecimento passado, ele procura garotas "puras" com a ajuda da cunhada Rute (Ângela Barros), também apaixonada por Jonas. D. Senhorinha (Denise Weinberg) assiste a tudo e mantém-se impassível. O tumulto revira-se mais quando os filhos retornam para o lar: Glória, expulsa do colégio interno por se envolver com uma garota; Guilherme (Gabriel Pinheiro), apaixonado pela irmã, castra-se e abandona o seminário à procura de Glória; Edmundo (João Vítor D'Alves), expulso pelo pai, apaixonado pela mãe, abandona a mulher com quem recentemente se casou. Por fim, Nonô (Eldo Mendes), enlouquecido após grande trauma envolvendo a mãe, corre nu, como um selvagem, mata afora.

Reinecke trouxe o Nelson Rodrigues ipsis litteris, com uma cenografia estilizada, porém pouco funcional e até mesmo óbvia, com janelas ao ar e vidros quebrados. A trilha pontua e serve de transição. Só. Trazer o texto do dramaturgo pernambucano sem alterações reflete alguns problemas da encenação: a começar pela própria platéia, que mais se diverte do que pensa diante dos diálogos específicos do autor. Rodrigues adorava a causticidade e a ironia de seu texto e sabia que a platéia teria acessos de riso, mesmo que risos nervosos. Incômodo foi perceber que, mesmo quando o riso não era pretendido pelo texto, ele acontecia. E aí? Problema do recifense?

Não. Problema do elenco. Do diretor. Aquelas falas tem uma especificidade que necessita de grandes cuidados. O problema é que a maioria do elenco entende o clichê de Nelson Rodrigues: diálogos passionais. Entende-se que todas as personagens do Anjo Pornográfico eram arrebatadas de paixão e por isso quase todas as falas dos atores eram gritadas, avolumadas, apaixonadas, mais ou menos como as pessoas pensam que Shakespeare é. Daí que é um passo para a comicidade plena em uma peça séria. Salvos os diálogos do Speaker (Riba Carlovich), que são tremendamente engraçados e contrastantes, poucos são os momentos de humor, pelos temas pesados, e o histrionismo passional lima o público de perceber os reais sentimentos de todos aqueles complexos personagens.

Além disso, as soluções cênicas às vezes parecem pastiche, como no momento em que Guilherme atira em uma das personagens. Sua fala é tão descuidada, assim como a ação de pegar a arma e atirar - seguida de um som de tiro extremamente artificial (sabemos que veio da caixa de som - poderia ser um som ao vivo, uma tábua batendo ao chão, por exemplo) - que a platéia ri diante da morte de uma das personagens. Rodrigues desenvolvia um potencial muito grandioso para a tensão, armando bate-bolas constantes, interrupções, sobreposição de planos, desvios nas histórias, portanto as soluções cênicas têm de caminhar e respirar junto com o texto.

A salvação do espetáculo se dá pelos experientes Cacá Amaral, Denise Weinberg e Ângela Barros, brilhantes como sempre. Apesar do registro corporal de Tia Rute ser um pouco eloqüente demais (muitos braços estendidos), Ângela oferece uma credibilidade forte à sua Rute. Amaral constrói um Jonas amargo e forte, apaixonado sem necessidade de gritos. E Weinberg, em sua quarta peça do dramaturgo maldito, brilha como D. Senhorinha, numa composição irônica, frágil e altiva ao mesmo tempo, sem exageros, resplandecendo uma sensualidade feminina que não perpassa aos olhos de Jonas até o final, quando este reconhece na mulher o quê da filha Glória. Weinberg não se deixa enganar pela paixão e transparece da matriarca aquilo que apenas deve, nada mais.

Na contabilização de prós e contras, creio que Álbum de Família seja um espetáculo que a platéia gosta. É correto muitas vezes, mas sem ousadia. E parte do elenco que interpreta os filhos deve prestar cuidados a suas atuações. Menos paixão, menos histrionismo. Menos é mais, se diz muito hoje. Assim, platéia, olhares direcionados para o trio Weinberg-Amaral-Barros. Estes valem, sempre.

O que 3,5 milhões de pessoas não viram

Fomos resenhados na bacana revista Bacante (que, na verdade, é um site. Quem diria!). O texto é da Juliene Codognotto e ela aproveita para registrar como foi a nossa apresentação pós-maior manifestação pública de orgulho GLBT do mundo. Texto legal que você lê clicando aqui.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Um século, um mês

O fim do carnaval. Enfim, o hiato dos Los Hermanos se confirmou no último show na Fundição Progresso, no Rio, neste fim de semana. Os fãs devem ter chorado, urrado, lavado à alma. Pelo menos era assim que eu sempre saia dos shows da banda e olha que nem era o derradeiro.

Emocionadas são as lembranças do tecladista (ex, agora) Bruno Medina em seu blog Instante Posterior, que mantém no G1. Medina, rapaz sempre tão dado às letras, tenta transpor o que foi a última apresentação , mas acaba relembrando a trajetória da banda. Do começo ao fim.

E o engraçado é a identificação que causa. As fitas cassetes demo, desenhadas uma à uma, a luta para achar um xerox mais barato para imprimir os encartes, a delícia de conseguir tocar para mais do que 50 pessoas. Aquela coisa de começo de carreira, sabe? Do montar e desmontar dos equipamentos em tempo recorde, colocar tudo no carro e torcer para que na semana seguinte tenha mais público.

E o texto vem numa hora tão propícia, junta com o turbilhão de pequenas batalhas que o Teatro Insano está passando. Este fim de semana, por atrasos que independeram ao grupo, nossas apresentações foram bem agitadas. A correria para montar luz, cuidar da bilheteria, maquiar, alongar, montar palco, aquecer, mudar cena, cuidar dos pormenores que são sempre infinitos em dia de espetáculo. E era banco, com escada por cima, ator se aquecendo no meio, flores despedaçadas, chão sujo, fantasmas e nervosismo. E ainda por cima, estar inteiros no palco.

Invés de rezar, cantei: "como pode alguém sonhar / o que é impossível saber / não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer". E aí vem a epifania, quase programada: estar em cena é isso aí. Entramos desconcentrados sim, afinal não é fácil conseguir pensar em tudo, mas estávamos quentes, latentes. O espetáculo nos sorriu de volta e o jogo cênico aconteceu. O importante é se divertir.


"Uma vontade de olhar para o que passou e para o que ainda está por vir com igual peso". Assim Medina termina seu texto, otimista. Eles deixaram de carregar caixas, mas nunca se esqueceram do peso. De alguma maneira isso acalenta o nosso futuro, se nele um dia chegarmos. Por enquanto, ainda seguimos estourando músculos e arrastando caixotes nos teatros por aí. Será que um dia...?

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Pra querer revolução

Fato que não tendo dinheiro em pleno feriado, você vai acabar numa locadora para alugar algum clássico que você sempre quis ver mas nunca deu tempo. Pelo menos eu sou assim.

A Blockbuster pode impressonar. É cara, custa a meia de uma entrada no cinema mas naquele corredor de filmes brasileiros você encontra relíquias. Passei lá hoje e entre Cronicamente Inviável, Quando Vale ou É Por Quilo? e Lavoura Arcaica eu fiquei com Cabra-Cega.

O tempo é da ditadura militar, acredito eu que os brasileiros vivem relembrando essa parte porque devia ser legal saber como é uma revolução. O personagem: Thiago (Leonardo Medeiros), um militante procurado pelo governo sendo obrigado a ficar escondido num apartamento. Ele, revoltado, não quer ficar, faz greve de fome, diz que o dever de todo revolucionário é fazer a revolução.

Fazer a resenha do filme seguindo o estilo das postagens é difícil principalmente quando move você. A atuação é boa, intensa, de final pra aplaudir de pé. De verdade e sem exageros. Com Jonas Bloch como Matheus, o líder do partido militante que deixa transparecer no olhar o medo de revolução falhar, da idologia se perder em meio a tantas mortes. Mas morte é só um detalhe pra quem quer liberdade e sente pulando dentro do peito uma vontade de lutar por aquilo que acredita.

Se você gosta de história vai gostar do filme, dá saudade daquilo que a gente não viveu mas já nasceu cansado. Com Roda Viva de Fernanda Porto e Chico Buarque o filme traz aquela vontade de fazer a revolução.

"Mas pra fazer revolução, você precisa de muito mais do que uma frase de efeito". Pra ter vontade de viver numa sociedade tão a-política.

No músculo oco do coração

Pra você que ainda está em dúvida para assistir Amores Dissecados, este post pode ajudar. Em agosto do ano passado participamos do XI FESTIL de Pindamonhangaba (terra tão frutífera). Ganhamos sete prêmios, incluindo o primeiro lugar de espetáculo adulto. O juri, formado por praticantes e interessados em Teatro, produziu uma belíssima resenha na noite de nossa apresentação. Foi a seguinte:

"Como uma proposta fragmentada pode nos levar à catarse? Poderíamos nos debruçar sobre a literatura e passarmos horas divagando nas infinitas possibilidades ou então sermos arrebatados pelo espetáculo Amores Dissecados. E porquê?

1. Um trabalho sério de pesquisa artesanal, sincero, ora denominado teatro colaborativo, que se concretiza a partir da generosidade dos integrantes da companhia: atores-técnicos-diretores-dramaturgos.

2. Tratando do tema 'Amor' sem as pieguices, com a justa dimensão da tragédia, sugerindo imagens que comungam/dialogam com o público. Ressalte-se nesse aspecto que, na apresentação de hoje, uma platéia descompromissada e que ainda assim se rendeu às armadilhas do amor.

3. Um elenco afinado, com interpretações precisas, condizentes com a partitura de um 'spalla' ou desconcertantes como os dribles de 'Garrincha'.

4. Uma direção na consciência de 'nós', alicerçada pela parceria com os intérpretes-criadores, que pelo que nos parece, abrem mão de uma estética pessoal em benefício do coletivo, sem impôr o ritmo industrial que a arte contemporânea se meteu. Pelo contrário, com a paciência de quem espera o momento certo para a obra desabrochar.

5. Uma sonoplastia tirada do baú, que surge como se nunca tivesse envelhecido. Essas verdades cantadas tocam na alma e doem absurdamente no cotovelo. Somente sendo brasileiro para saber o que é sambar com a nostalgia, amor não correspondido/concretizado, ou ainda batucando no músculo oco do coração. Ou quem sabe remexendo nos amores dissecados.

Assinam os jurados

Fábio Mendes
Feu de Andrade
Márcio Douglas"

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O Amor do Sim

Se existe uma atriz que pode personificar o TEATRO, essa é Ângela Barros. Sempre surpeendente, de uma energia fortíssima, uma mãezona, tal e qual uma Cacilda Becker de nosso tempo. Se Cacilda dizia que "se fingia que cantava, todo mundo acreditava", Ângela pode dizer: "se eu interpretar o próprio Teatro, as pessoas irão acreditar". E é isso o que acontece em O Amor do Sim, em cartaz no Espaço dos Satyros Um, na Praça Roosevelt.

Ela literalmente rouba a cena dos outros competentíssimos atores nessa comédia de Mário Viana, integrante do projeto E Se Fez a Praça Roosevelt em 7 Dias, com uma peça para cada dia, ligada à Praça que abriga vários teatros. O Amor do Sim é a de segunda-feira. Comédia leve, como deve ser o começo da semana. Entretanto, Viana insere pitacos interessantes, aproveitando o encontro de quatro personagens distintas: o espírito do Teatro, um iluminador (Otávio Martins), uma manicure (Flávia Garrafa) e um homossexual (Alex Gruli).

A manicure Sueli foge da barbárie que assola o mundo lá fora e é salva por um iluminador, Louro, que a ajuda a se esconder no teatro. Eles acabam se interessando um pelo outro quando descobrem a existência do espírito do Teatro, de nome Dirce (Ângela Barros). Entretanto, o homossexual Buri surge, também fugindo do caos, para colocar fogo na relação entre o artista e a esteticista.

Aparentemente despretensiosa, a comédia lida com situações para provocar o riso, muitas vezes auto-referenciais e metalingüísticos, não bastasse a cenografia reproduzir o Espaço Um dos Satyros na verossimilhança-espelho. Só faltava cópias do público sentado. Sueli estranha aquele teatro, o teatro não-convencional, sem drapeados e ornamentos. É a voz do dito "povão", que credita ao Teatro a alcunha de "difícil de ser entendido" e elitista. Quando a manicure diz a Dirce sobre as novelas, o espírito do Teatro quase se apaga.

A comicidade surge desses tipos, logicamente: um iluminador descolado (porque se entende que gente de teatro é assim), um homossexual afetado e uma manicure alienada. As interpretações estereotipadas, numa primeira análise, seriam passíveis de crítica ferrenha, já que é o que se faz atualmente: qualquer falta de complexidade de personagem é tremendamente criticada; tipos só na Commedia Dell'Arte... Mas eu não achei que foi o caso. Há uma proposta.

Os tipos não pretendem atingir só o riso. Na verdade, servem a múltiplas funções: abrangem a variedade de pessoas na Praça Roosevelt (gays e pessoas da classe teatral) e o povo que desconhece o lugar (moradores da periferia). Objetivam o macro, o foco maior: a Barbárie contra a Arte, o Teatro, o Povo, os Artistas e os Excluídos. Além do mais, os detalhes de composição que cada ator utilizou para as personagens retira o viés pejorativo do "estereótipo" daqueles seres ficcionais. Ponto para Alexandre Reinecke, o diretor, e os atores.

Com todos esses prós, um contra me deixou de dar nota 10 à comédia: a resolução rápida dos conflitos estabelecidos numa lógica muito bem aceita para comédias românticas, mas inaceitável para dramaturgos e encenadores experientes. Entretanto, a peça diverte e é crítica, coisa que poucas comédias hoje fazem. Portanto, relevemos.

O Amor do Sim. Direção: Alexandre Reinecke. Elenco: Ângela Barros, Flávia Garrafa, Alex Gruli e Otávio Martins. Onde: Espaço dos Satyros Um, Praça Roosevelt, 214. Quando: Segundas, 19h. Até 30 de junho.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Amor é assim, alegria, tristeza, tudo repetição do mesmo princípio...

O fim de semana durou um ano. Estreamos no último sábado (dia 2) e tudo era extremamente reluzente. Divulgação a postos, como nunca havia sido feita antes em dois anos de peça. Apostamos alto, angariamos fundo, entramos para mudar o jogo. E estávamos exaustos sim, mas a expectativa era muito maior do que todo o resto. As luzes afinavam, enquanto a maquiagem preenchia as imperfeições e a caneta deslizava nas costas do ator.


Não era a primeira vez, sabemos, estamos calejados, vividos de Amores e ainda assim, crus, porque cada segundo é novo quando se está jogando. E no meio de todas aquelas sensações repetidas, você entende o porque continua fazendo isso sem ganhar um tostão, se desdobrando em dois trabalhos, querendo sempre ir além. Queríamos um prêmio? Ganhamos. Queríamos temporadas? Conseguimos. Queríamos ir pra São Paulo? Cá estamos. Difícil não ficar feliz com o que conseguimos, difícil também querer parar por aqui, achar que está bom. Nunca está. Se deu alguma coisa errada? Sempre dá. Cabeçadas no escuro, nervosismos à parte, cenas ralentadas, e vamos seguindo. A graça é ir consertando as imperfeições, buscando aquilo que não existe.

Talvez fosse só paixão...

A taça levanta, os panos vermelhos prendem, o guarda-chuva abre. E no fim as palmas, as críticas, as risadas no camarim de alívio. No dia seguinte começa tudo de novo. Estamos em cartaz. Passa lá.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Amores no Mix Brasil

Uma reportagem muito legal sobre o espetáculo saiu no site Mix Brasil. O texto enfoca o lado dos relacionamentos gays mostrados na peça. Muito bacana. Para ler, dê uma clicada neste link.